“Olá, macaca”: mulher denuncia injúria racial em e-mail recebido da Magalu

Cliente diz que correspondência eletrônica com "saudação" chegou após reconhecimento facial

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
8 jan 2025, 16h55
E-mail recebido por cliente da Magalu
E-mail recebido por cliente da Magalu (Reprodução/Instagram)
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Uma consumidora de São Paulo denunciou o Magazine Luiza por injúria racial após receber um e-mail de cadastro da empresa com uma saudação que dizia: “Olá, macaca”. Suzan Sena, de 35 anos, diz que recebeu a correspondência eletrônica após fazer o reconhecimento facial pelo aplicativo da loja on-line.

“Hoje venho relatar um caso de racismo que vivi e que não pode ficar impune. Recentemente, após fazer uma compra no Magazine Luiza, recebi um e-mail confirmando uma alteração no endereço. O problema? No início do e-mail, fui chamada de ‘macaca’. Uma palavra cheia de ódio que carrega o peso de séculos de racismo e desumanização”, disse a mulher em uma postagem em seu perfil no Instagram.

Segundo Suzan, ela fez a compra de uma máquina de lavar no sábado (4) e como seu cadastro era antigo, ela preencheu novamente seus dados. Para receber um desconto no valor do produto, optou por pagar com Pix e baixou o aplicativo da Magalu, onde fez o reconhecimento facial.

“Logo após fazer o reconhecimento facial comecei a receber e-mails da confirmação. Domingo [5] eu chego em casa e fui conferir o status da compra e somente no e-mail da confirmação do meu rosto veio a mensagem”, disse Suzan em um vídeo no seu perfil.

Ela registrou o caso na 50 Delegacia de Polícia da capital como injúria racional, que é o caso de quando o racismo se é praticado contra uma pessoa diretamente.

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Essa injúria racial me feriu profundamente e me lembrou que, infelizmente, vivemos em uma sociedade onde o racismo ainda é uma realidade cruel. Mas eu não vou me calar! Já registrei um Boletim de Ocorrência e estou tomando todas as medidas legais para que os responsáveis sejam identificados e punidos”, afirmou no perfil.

Por meio de nota, a Magalu informou que lamenta “profundamente os constrangimentos sofridos pela cliente e reforça seu compromisso com o combate a qualquer tipo de preconceito ou discriminação”.

Segundo a empresa, o fato ocorrido nada tem a ver com o processo de biometria realizado pela cliente. De acordo com a Magalu, essa operação é feita de forma 100% digital, sem qualquer interação humana. O mesmo acontece com as mensagens de confirmação enviadas pela Magalu para os consumidores, diz o comunicado.

“O cadastro original da cliente foi realizado em 2011, de forma online. Para evitar que casos semelhantes se repitam, a companhia já excluiu o campo ‘apelido’ de seus formulários cadastrais e adotou uma lista de palavras inapropriadas, que passarão a ser vetadas no momento do preenchimento do cadastro. A Magalu é referência em políticas de diversidade e inclusão e promove, de forma sistemática, ações de conscientização de seus funcionários a respeito desses temas. A empresa tem, atualmente, metade do seu quadro de colaboradores formado por profissionais negros, que ocupam 55% dos postos de liderança”, diz a empresa na nota.

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