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“O Menino que Mordeu Picasso” narra história sobre infância do pintor

Colorido espetáculo com remissão ao cubismo transporta a plateia para o universo do artista

Por Tatiane Rosset
14 jul 2012, 00h50 • Atualizado em 5 set 2025, 16h42
  • O espanhol Pablo Picasso (1881-1973), um dos mais importantes nomes do século XX, sempre representou de forma muito peculiar as coisas ao seu redor. Pintava pessoas de frente e de lado no mesmo plano. Usava formas geométricas e cores fortes que marcaram suas telas, esculturas e até cerâmicas. Assim, quando se vê o cenário do espetáculo “O Menino que Mordeu Picasso”, assinado por Marisa Bentivegna, tem-se a sensação de estar dentro de um quadro dele. Tons vibrantes, a predominância do vermelho e a remissão ao cubismo transportam a plateia para o universo do artista. Fábio Espósito interpreta Picasso, já em seus dias de fama. Para aproveitar as férias, ele viaja para uma fazenda no interior, onde se encontra com uma divertida figura: ele mesmo, mas ainda criança (papel de Rodrigo Pavon).

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    Um pouco complicada para os menorzinhos, a montagem usa a metalinguagem e dá dicas muito sutis de que o menino brincalhão é o próprio pintor. O bom trabalho de Espósito, com características físicas semelhantes às do personagem, sobressai na produção. Repleta de referências à Espanha, como a bela trilha sonora composta por Morris Picciotto, a história, uma adaptação do também diretor Marcelo Romagnoli para o livro do inglês Antony Penrose, mostra como a infância influenciou o gênio das artes plásticas.

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