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Médica acusada de causar morte de pacientes em UTI é absolvida

Virgínia Soares de Souza e outros cinco profissionais do Hospital Evangélico de Curitiba eram acusados de antecipar a morte de ao menos sete pacientes

Por Tatiana Izquierdo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
21 abr 2017, 11h43 • Atualizado em 21 abr 2017, 11h49
Virgínia Soares de Souza: segundo a Justiça, faltaram provas suficientes que a condenassem (André Rodrigues/AGP/Folhapress/Veja SP)
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  • A médica Virgínia Soares de Souza, que foi acusada de ter provocado a morte de sete pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico, em Curitiba, foi absolvida por decisão do juiz Daniel Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Júri de Curitiba. A decisão ocorreu no início da noite de quinta-feira (20).

    A Justiça considerou que faltaram provas suficientes que a condenassem. Virgínia e outros profissionais que atuavam na UTI na época das mortes passariam por um júri popular, o que não chegou a ser marcado. A médica também ganhou uma ação de 4 milhões contra o Hospital Evangélico.

    Ela e os profissionais foram acusados pelo Ministério Público de terem praticado homicídios dolosos duplamente qualificados, além de formação de quadrilha.

    Relembre o caso

    A médica chefe do setor de UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, Virgínia Soares de Souza, foi acusada de assinar cerca de 346 prescrições de medicamentos para pacientes internados no setor. Os ‘coquetéis’ desencadeavam complicações que levaram ao óbito 317 pessoas que receberam as prescrições, o que levaria a um percentual de 91% de mortalidade entre os pacientes atendidos por Virgínia. Na época, a mortalidade foi considerada atípica mesmo quando comparada dentro da mesma unidade de saúde. Em 128 prescrições por outros médicos, no mesmo período, só houve 17 mortes, ou seja, mortalidade de 13,2%.

    Na época, levantou-se a hipótese de existir um esquema para crime de eutanásia por parte da médica e sua equipe. A grande dificuldade da investigação, contudo, estava em relacionar os casos suspeitos, em que as mortes se deram pouco depois da aplicação dos medicamentos, com depoimentos de testemunhas que confirmem a redução proposital dos parâmetros de oxigênio de cada um desses pacientes. O MP chegou a cruzar indícios e testemunhos para alguns dos casos suspeitos. (Com Estadão Conteúdo).

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