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Internauta é condenado por ofender nordestinos em rede social

Pena de dois anos e meio foi trocada por prestação de serviços à comunidade e multa; réu diz que xingamentos eram parte de um "laboratório literário"

Por Estadão Conteúdo
13 jul 2017, 19h05 •
Senha internet
Senha internet (Royalty-free/Veja SP)
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  • Um internauta de Pindamonhangaba, a 160 quilômetros de São Paulo, foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão por ter divulgado nas redes sociais ofensas contra nordestinos. A pena foi trocada por prestação de serviços à comunidade e multa de dois salários mínimos.

    Ele tentou recorrer da decisão, mas teve o recurso negado pela Tribunal Regional Federal (TRF3), que manteve a condenação do réu com base na Lei do Crime Racial. 

    O réu era membro de uma comunidade na rede social Orkut chamada “Poder Paulista”, que tinha 11.788 pessoas. Em uma das manifestações, ele escreveu: 

    (…) o nordestino é só um carrapato alheio a tudo o que é paulista (..)

    (…) E gostaria muito de ver esse povo ruim, sem berço, sem educação, ignorante, destruidor e assassino voltarem para o buraco de onde vieram. Vamos boicotar esses rebotalhos, não comprem nada de nordestinos, não votem em nordestinos (…)

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    (…) os rebotalhos que são despejados aqui não trazem nada de bom são dejetos do Governo Federal e de seus próprios Estados de origem (…)

    (…) esses rebotalhos não trazem nada a não ser violência e bocas famintas (…)

    (…) basta ver a população carcerária para ver de que Estado vem ou de quem são filhos (…)

    Ele alegou, no processo, que usou a rede social como “laboratório literário” e que tinha como objetivo criar um personagem para uma obra de ficção. A intenção, disse, seria incitar ou induzir a comunidade à discriminação em relação aos nordestinos, criando um ambiente propício para saber como os preconceituosos agiriam. Mas a Justiça entendeu que a alegação “não justifica” a publicação. O processo está sob sigilo de justiça e foi divulgado pelo Ministério Público Federal.

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