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Haroldo de Campos é homenageado no Itaú Cultural e na Casa das Rosas

Raro material memorialístico e pessoal do poeta pode ser visto na impecável montagem da série “Ocupações”

Por Jonas Lopes
5 mar 2011, 00h50 • Atualizado em 5 dez 2016, 18h15
  • Ninguém precisa ser um admirador da experimental poesia concretista para apreciar a Ocupação Haroldo de Campos, oitava mostra da série promovida pelo Itaú Cultural. Esta edição traz uma ótima novidade: a poucos metros dali, a Casa das Rosas, centro cultural que desde 2004 incorporou o nome do poeta, tradutor e ensaísta paulistano, também hospeda metade da exposição.

    À maneira das “Ocupações” anteriores, parte da graça está na presença de um raro material memorialístico e pessoal. Impecável e intimista, a montagem praticamente transporta o ambiente de trabalho de Haroldo de Campos (1929-2003) à Avenida Paulista. Encontramos uma seleção dos 20.000 livros da biblioteca do escritor, dos quais se destacam maravilhas do passado — “Ilíada, Odisseia, A Divina Comédia” — e volumes de seus tão queridos modernistas, caso de James Joyce e de Ezra Pound. Completam a seleção textos manuscritos, fotografias, recortes de jornal, exemplares de obras autografadas por amigos, o áudio de uma palestra ministrada ao lado do mexicano Octavio Paz e alguns curtas-metragens dirigidos pelo cineasta Júlio Bressane.

    Deleite mesmo, no entanto, é a instalação “H LÁXIA”, idealizada pelo curador Livio Tragtenberg. No corredor de 11 metros de extensão em forma de espiral, o visitante entra num espaço repleto de luzes e, ao fundo, ouve vozes entoando frases aleatórias ou versos de “Galáxias” (1984), uma das criações mais importantes e inclassificáveis de Haroldo de Campos. Quando chega ao fim do percurso,o espectador ainda pode gravar uma fala qualquer para ser reproduzida ali. Não deixe de ver, na Casa das Rosas, a sala “o â mago do ô mega”, em que o poema homônimo aparece transformado numa espécie de composição musical e recitado com humor e criatividade pelo próprio autor.

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