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Casos de feminicídio quase dobram em São Paulo em cinco anos

Em 2025, 270 mulheres foram vítimas do crime no estado, segundo a pesquisa Retrato dos Feminicídios no Brasil, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
4 mar 2026, 17h18 •
Carros da Polícia Militar
Viaturas da Polícia Militar (SSP/Divulgação)
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  • Os casos de feminicídio quase dobraram em São Paulo entre 2021 e 2025, segundo dados da pesquisa Retrato dos Feminicídios no Brasil, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgados nesta quarta-feira (4).

    Os números de vítimas no estado aumentaram ano a ano. Em 2021, foram 136; em 2022, 195; em 2023, 221; em 2024, 253; e, em 2025, 270 mulheres. O crescimento nesses cinco anos foi de 96,4%.

    Só em 2025, foram 1 568 vítimas de feminicídio no Brasil, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. O estudo ainda mostrou que as cidades de até 100 000 habitantes concentram 50% dos feminicídios do país, sendo que esses municípios são residência de 41% da população feminina, segundo dados de 2024.

    Considerando o total de vítimas de feminicídio entre 2021 e 2025, o estado da região Sul que mais concentrou mortes foi o Rio Grande do Sul, com 38,8% dos registros. No sudeste, 41% das mortes aconteceram em São Paulo. No centro-oeste, 33,9% das ocorrências foram em Goiás. No nordeste, a Bahia concentrou 25,8% dos registros. Na região norte, o Pará registrou 41,5% dos casos.

    Lei do Feminicídio

    Sancionada em março de 2015, a Lei nº 13.104/2015 tipifica o feminicídio como homicídio qualificado e o coloca na lista de crimes hediondos, com penas mais altas, de 12 a 30 anos. Desde a criação da lei, ao menos 13 703 mulheres foram vítimas.

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    Segundo o estudo, “considera-se feminicídio quando o crime decorre de condições de sexo feminino, seja em contexto de violência doméstica e familiar, seja em outros contextos de menosprezo ou discriminação à mulher”.

    A pesquisa ainda mostra que a maioria dos casos registrados atualmente decorrem da agressão de parceiros íntimos. Entre 2021 e 2025, houve um crescimento de 14,5% nos registros de feminicídios no Brasil.

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