Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br

Arte Sacra Popular relaciona produções dos gêneros popular e religioso

Montagem é composta por pinturas, esculturas e oratórios de cenas bíblicas e festas brasileiras

Por Jonas Lopes
18 jun 2011, 00h50 • Atualizado em 14 Maio 2024, 12h28
  • Os limites entre a produção sacra e a primitiva sempre se revelaram tênues e difusos. Ainda assim, São Paulo surpreendentemente não recebia havia algum tempo uma mostra que combinasse com tanta eficiência os dois gêneros quanto Arte Sacra Popular, no Museu de Arte Sacra.

    Muito bem organizada, tem curadoria de Edna Matosinho de Pontes, dona da Galeria Pontes, dedicada ao estilo naïf, e especialista no assunto. Ela pinçou sessenta obras de dezessete nomes, bastante variados. “A relação proposta pela exposição é pertinente se pensarmos na importância dos elementos de fé para todos esses artistas”, diz. “Motivos sacros atravessam o imaginário brasileiro. Natural, portanto, a absorção promovida pelos primitivos.”

    + Dez exposições imperdíveis na cidade

    Integram a montagem pinturas, esculturas e oratórios. Nos temas explorados encontram-se cenas bíblicas à melhor maneira renascentista e festas brasileiras. Algumas das peças não têm autoria, a exemplo das chamadas “paulistinhas”, imagens feitas de barro nos séculos XVIII e XIX, de formas simples e sem ornamentos.

    Continua após a publicidade

    A seleção reúne artistas de diversos níveis de popularidade. Presente com uma via-sacra admirável, o paulista José Antônio da Silva (1909-1996) alcançou a fama e chegou a representar o Brasil em duas edições da Bienal de Veneza. Autor de um presépio repleto de animais selvagens pouco típicos, o mineiro Artur Pereira (1920-2003) já expôs no Instituto Moreira Salles e foi comparado pelo crítico Rodrigo Naves ao escultor romeno Constantin Brancusi.

    Outros destaques não tão conhecidos são as santas do pernambucano José Bezerra, a Madona do goiano Odon Nogueira e a maravilhosa Nossa Senhora das Dores do alagoano Antônio de Dedé, cujo coração aparece atravessado por flechas.

    Publicidade

    Essa é uma matéria fechada para assinantes.
    Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

    Domine o fato. Confie na fonte.
    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas
    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do SP

    A partir de 29,90/mês