Avatar do usuário logado
Usuário

Série B do futebol de várzea é disputada por 192 equipes

As primeiras 48 equipes ganham a chance de jogar na primeira divisão — da várzea — em 2013

Por Pedro Henrique Araújo
11 ago 2012, 00h51 • Atualizado em 5 dez 2016, 16h59
  • A vitrine mais humilde para um aspirante a boleiro tentar se tornar conhecido é o futebol de várzea. De tempos em tempos, surge nesse circuito na cidade um talento que recebe como prêmio a chance num clube profissional (a última revelação foi o atacante Leandro Damião, do Internacional e da seleção brasileira).

    + Saiba onde treinar modalidades olímpicas pouco conhecidas

    A maioria dos que estão ali, porém, são pernas de pau de primeira linha, que disputam renhidas peladas em campos de segunda. Só existe algo pior do que a várzea: a série B da várzea. Sim, isso mesmo, há uma segunda divisão da categoria. Mais surpreendente ainda é o número de interessados pelo negócio. A atual edição conta com 192 equipes, muitas delas com nomes exóticos, como Ressaca e Mella Pé.

    Grande parte das partidas se realiza em campos de terra batida com arquibancadas precárias. A decisão, com previsão para ocorrer em novembro, está marcada para uma arena mais nobre, o campo do Nacional, na Barra Funda, com capacidade para 10.000 pessoas. Ao final, o campeão, o vice e outras 46 agremiações ganharão o direito de figurar na primeira divisão — da várzea — em 2013.

    Continua após a publicidade

    + Conheça a história de André Buffo, jogador de futebol virtual

    Em meio a goleiros visivelmente fora do peso e zagueiros que levantam poeira a cada chutão, há gente que já esteve em companhia melhor. Uma das estrelas do Nem Ligo, da Zona Leste, o volante Cristiano Lima, de 26 anos, passou pelas categorias de base do Vitória, na Bahia, e atuou profissionalmente pelo Assisense, da quarta divisão do futebol paulista.

    Em 2009, aceitou o convite para disputar partidas na várzea, em uma equipe da mesma região, embolsando 200 reais por exibição. Hoje defende o time do seu bairro sem ganhar nada. “É muito bom quando você faz um gol, vai à padaria no dia seguinte e recebe os parabéns da galera”, afirma.

    Continua após a publicidade

    Quem banca o espetáculo desde 1995 é a Heineken, que batiza a taça com o nome de uma de suas marcas, a Kaiser. “Isso nos dá prestígio na periferia”, afirma Vanessa Brandão, gerente de marketing da cervejaria.

    TERRÃO F.C.

    As características e os fatos pitorescos da competição

    — Dos 192 times, 72 são da Zona Leste

    Continua após a publicidade

    — Entre os competidores, há equipes com nomes como Mella Pé, Nego Negro, Psicóticos e Ressaca

    — As partidas são disputadas em 33 campos: 23 deles são de terra, nove são de grama sintética e apenas um, na Barra Funda, tem gramado conservado e proporções oficiais

    — Como os jogadores não são profissionais, as partidas duram 70 minutos (20 a menos do que no futebol profissional) e são permitidas até cinco substituições (duas a mais do que em um jogo normal)

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do SP

    A partir de 29,90/mês