Entenda como será concurso nacional de projetos para o Parque do Bixiga
Projetos terão como diretriz central a renaturalização do Córrego Bixiga no trecho que atravessa a área do futuro parque
Os projetos terão como diretriz central a renaturalização do Córrego Bixiga no trecho que atravessa a área do futuro parque. As bases do concurso foram construídas a partir de estudos técnicos, consultas especializadas e do relatório das oficinas participativas realizadas com a população.
O processo identificou tanto o desejo coletivo quanto a viabilidade técnica da renaturalização do curso d’água, incorporando ao projeto princípios contemporâneos de adaptação climática, recuperação ambiental e valorização dos rios urbanos como infraestrutura essencial para o futuro das cidades.
O Parque Municipal do Bixiga será o primeiro parque do Centro Expandido projetado por meio de concurso público e o primeiro a adotar a renaturalização de um córrego.
Estrutura do concurso
O concurso será realizado em duas fases, formato que permite avaliação técnica criteriosa, aprofundamento das soluções selecionadas e qualificação progressiva das propostas.
Na primeira etapa, serão selecionadas cinco propostas, cujos autores receberão prêmio de R$ 18 mil cada e serão convidados a detalhar e aprimorar suas soluções para a fase seguinte. Ao final da segunda etapa, as três melhores propostas serão classificadas em primeiro, segundo e terceiro lugares, com prêmios de R$ 130 mil, R$ 60 mil e R$ 40 mil, respectivamente. O autor da proposta vencedora será contratado para o desenvolvimento das etapas subsequentes do projeto.
Todas as informações necessárias para inscrição e participação estão disponíveis no site oficial. Podem participar arquitetas e arquitetos do Brasil e do exterior, com registro ativo e válido junto ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU).
Saiba mais sobre Bixiga e o parque
O Bixiga tem uma trajetória marcada pela diversidade social, pela resistência cultural e por um forte vínculo com seu território. Desde o final do século 19, a área acolheu populações negras estabelecidas nas proximidades do córrego Saracura, além de escravizados recém-libertos e, posteriormente, imigrantes italianos.
Essa convivência deu origem a um patrimônio cultural singular, expresso tanto no conjunto arquitetônico quanto em manifestações imateriais ainda presentes no cotidiano do bairro.
A área destinada ao parque esteve no centro de um longo embate político iniciado nos anos 1980, envolvendo interesses privados, a preservação da paisagem urbana da Bela Vista, a permanência do Teatro Oficina e a reivindicação por espaços públicos no centro da cidade.





