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Prefeitura decide manter aulas presenciais apenas para Ensino Médio

Os demais estudantes continuam com atividades extracurriculares

Por 19 nov 2020, 16h08 | Atualizado em 27 Maio 2024, 17h07
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 (Reprodução/YouTube/Veja SP)
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  • Bruno Covas (PSDB), prefeito de São Paulo e candidato a reeleição, anunciou que não haverá uma nova flexibilização das aulas na capital paulista em dezembro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (19): apenas as aulas do Ensino Médio continuam autorizadas a serem realizadas presencialmente. 

    No dia 7 de outubro, foi autorizado o retorno das aulas presenciais no estado e cada município teve autonomia para conduzir o processo. No dia 3 de novembro, a prefeitura de São Paulo permitiu o retorno apenas para os alunos do Ensino Médio, sendo mantidas atividades extracurriculares para os estudantes dos ensinos infantil e fundamental, o que continua em vigor.

    Segundo Covas, os números de casos de Covid-19 estão estáveis, mas que este não seria o momento para ampliar a flexibilização. Ele ainda disse que não há nenhuma necessidade de voltar atrás no plano de reabertura. “Vamos continuar no mesmo estágio, com as mesmas atividades abertas, com o mesmo protocolo a ser respeitado”.

    Segunda onda em São Paulo?

    O prefeito e candidato à reeleição pelo PSDB disse nesta quinta-feira (19) que “não há segunda onda” de coronavírus na cidade de São Paulo. Nos últimos dias, hospitais e autoridades têm alertado sobre um aumento no número de internações

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    A afirmação de Covas se deu em dois momentos: em agenda de campanha e em coletiva de imprensa. Segundo ele, há uma “estabilidade da evolução na pandemia”. O prefeito disse ainda que não vai flexibilizar nem retroceder, por enquanto, as ações de quarentena. O governo do estado anunciou nesta semana a prorrogação da quarentena até o dia 16 de dezembro.

    “Aqui não há espaço para nenhum discurso extremista, é preciso manter os cuidados, mas não há nenhum número que indique necessidade de lockdown como alguns vem espalhando em fake news”, disse Covas.

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    Em reportagem da Vejinha, especialistas disseram que ainda não há uma segunda onda da Covid-19 no Brasil. “Nem saímos da primeira”, explica a consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia e professora da Unicamp, Raquel Stucchi.

    A opinião é compartilhada com o médico infectologista e membro do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, David Uip. “Na minha opinião, não saímos da primeira onda. Em São Paulo os dados mostram que a gente teve uma diminuição no número de casos e mortes, mas não ao nível que ocorreu em outros países. Caiu, mas nem tanto, e agora recrudesce”, disse.

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    para o pesquisador Domingos Alves, responsável pelo LIS (Laboratório de Inteligência em Saúde) da Faculdade de Medicina da USP, o Brasil já vive a segunda onda da doença. A avaliação do especialista se baseia na evolução da taxa de reprodução do coronavírus no país, que indica que a pandemia voltou a crescer.

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