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Eduardo Suplicy lembra beijo em Joan Baez e perrengues com Mano Brown

Aos 80 anos, ele lembra trajetória na biografia "Um Jeito de Fazer Política" e resgata a surra que o levou para o boxe

Por Pedro Carvalho
10 dez 2021, 06h00 • Atualizado em 27 Maio 2024, 19h04
Foto em preto e branco do ex-senador Eduardo Suplicy em manifestação na Avenida Paulista. Ele aparece de terno, óculos e levanta os braços para cima em comemoração.
Eduardo Suplicy em manifestação na Paulista, em 2019. (Roberto Parizotti/Divulgação)
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  • Eduardo Suplicy nasceu e cresceu em uma casa com jardim, piscina e seis quartos na Alameda Casa Branca, esquina com a Santos, em frente ao Parque Trianon. (Nasceu, no caso, literalmente: o parto aconteceu ali.) A mansão foi um presente do avô materno, o conde italiano Andrea Matarazzo, aos pais dele, Filomena Matarazzo Suplicy e Paulo Cochrane Suplicy.

    Um dia, o futuro senador da República voltava a pé pela Avenida Paulista quando cruzou, na esquina com a Augusta, com uma turma de garotos de um colégio rival. Um deles o desafiou: “O que você está olhando?”. “Partimos para a briga e por um bom tempo rolamos pelo chão”, conta Suplicy no livro Um Jeito de Fazer Política (Editora Contracorrente, 272 págs., 45 reais), o primeiro de dois volumes da autobiografia, que será lançado neste sábado (11) a partir das 12h na Cachaçaria do Rancho, na Praça Dom José Gaspar, no centro.

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    Machucado na peleja, o jovem da aristocracia paulistana resolveu começar a treinar boxe, uma paixão que o acompanharia vida afora. Há, felizmente, diversos “relatos selvagens” sobre as lutas — físicas ou políticas — de Suplicy no livro, escrito em parceria com a jornalista Mônica Dallari, ex-namorada do vereador (e, por 24 anos, senador) pelo PT, do qual é um dos fundadores.

    As memórias têm São Paulo como cenário, embora a mais apimentada tenha se passado no Rio. Envolveu a cantora Joan Baez, ícone da geração Woodstock. “Acabou o almoço, e voltamos caminhando para o hotel (Excelsior). (…) Subi ao quarto dela para usar o telefone. Enquanto eu falava, ela veio até mim e me deu um beijo muito especial na minha boca. Foi só isso que aconteceu. Nos despedimos, e fui embora. Liguei, então, para a Marta e resolvi contar a minha aventura. (…) Ela ficou muito brava”, narra.

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    O autobiografado trata da longa amizade com Mano Brown, rapper dos Racionais MC’s e autor de um dos dois prefácios do livro. Em dois momentos, Suplicy ajudou Brown após confusões com a polícia. Uma delas, em 2004, aconteceu depois de um almoço na casa do político. Na volta, Brown furou uma blitz e acabou sendo pego com uma bituca de maconha no carro. “Paga a fiança, ele pôde ir embora”, conta Suplicy.

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    Em 2015, houve uma briga entre Brown e um policial durante uma abordagem. “Qual outro político estava lá (nas favelas)? Talvez em época de campanha aparecesse um ou outro, mas normalmente nenhum. Ele sempre esteve”, afirma Brown, no prefácio.

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    O texto faz incontáveis defesas da Renda Básica da Cidadania, a proposta de auxílio universal que se tornou a causa — quiçá a obsessão — da vida do ex-senador. “Na crise, todos quiseram falar no tema. Boa hora para o livro”, acredita Mônica.

    Além de coautora da biografia, a ex-namorada é a principal conselheira de Suplicy. Diz ser contra uma nova candidatura dele em 2022. “Não me decidi. A Mônica acha que devo passar o bastão, mas estou com boa saúde”, afirma Suplicy. “Faço ginástica três vezes por semana”, conta. Mas parou com o pugilismo, certo? “Bem… Estou sempre preparado, se for necessário.”

    Rolês paulistanos

    Momentos de Suplicy em São Paulo mostrados no livro do ex-senador 

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    1) Ajudando a limpar a barra de Mano Brown

    Mano Brown acompanhado por Suplicy na delegacia.
    (Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)

    2) Na Cracolândia

    Suplicy ao lado de moradores da Cracolândia.
    (Acervo pessoal/Reprodução)

    3) Em Heliópolis

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    Suplicy veste um terno e anda pelas ruas de Heliópolis.
    (João Wainer/Folha Press/Divulgação)

    4) Com um carrinho da cooperativa de vendedores do Parque Ibirapuera

    Suplicy empurra carrinho da Cooperativa do Ibirapuera. Ele usa uma camiseta branca, uma bermuda azul, meias brancas e tênis esportivo cinza.
    (Acervo pessoal/Divulgação)

    5) Após ser furtado na Virada Cultural de 2013, usando o microfone de Daniela Mercury para pedir que devolvessem os documentos (e devolveram)

    Suplicy com Daniela Mercury. Foto em preto e branco. Suplicy usa o microfone da cantora (ela segura para ele) para pedir que devolvam seus documentos que haviam sido furtados durante o show.
    (Folha Press/Divulgação)
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    6) Academia improvisada no porão de casa

    Suplicy aparece jovem fazendo aula de boxe em uma academia improvisada em casa. Foto está em preto e branco. Suplicy tem os cabelos escuros, está sem camisa, usa um shorts e golpeia um saco usando luvas de boxe.
    (Acervo pessoal/Divulgação)

    7) No Teatro Bradesco, em 2014, quando Joan Baez o convidou para cantar Blowin’ in the Wind

    Suplicy com Joan Baez cantando no palco. Ela toca um violão e usa roupa vermelha. Suplicy está ao lado e usa uma camisa vermelha e uma calça branca. Ambos têm cabelos curtos e grisalhos.
    (Folha Press/Divulgação)

    8) Com Silvio Santos e Zé Celso Martinez Corrêa, tentando acordo para manter o Teatro Oficina aberto

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    Suplicy ao lado de Silvio Santos e Zé Celso Martinez. Foto em preto e branco.
    (Folha Press/Divulgação)

    9) No metrô de São Paulo, em 2015, foto que viralizou na internet

    Suplicy aparece sentado ao fundo, no metrô de São Paulo. Ele veste terno.
    (Acervo pessoal/Divulgação)

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    Publicado em VEJA São Paulo de 15 de dezembro de 2021, edição nº 2768

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