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Você sabe quanto gasta em um banho de 10 minutos?

Diante de um novo aumento na conta de luz, usar chuveiro elétrico custa caro; saiba qual valor para uma família de 4 pessoas

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
20 jul 2021, 15h28 • Atualizado em 27 Maio 2024, 19h54
A imagem mostra uma mãe recebendo água de um chuveiro
Chuveiro elétrico: uso impacta fortemente na conta de luz (Jakayla Toney/Unsplash/Veja SP)
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  • O frio que está fazendo em São Paulo nas últimas semanas torna o banho quente mais demorado que o normal. Com os reajustes de valor da bandeira vermelha na conta de luz e na tarifa cobrada por várias distribuidoras, o chuveiro elétrico, que consome muita energia, tem se tornado um ‘vilão’ para o bolso do paulistano.

    Cálculos da Enel SP, distribuidora que atende 18 milhões de pessoas em 24 municípios na região metropolitana de São Paulo, mostram que usar o chuveiro elétrico na potência máxima durante dez minutos por dia custa agora R$ 28,93 por mês. O cálculo leva em consideração um chuveiro de 5.400 watts na chave inverno, que usa a potência máxima, comumente utilizado para lidar com o frio.

    Estendendo o cálculo para uma família paulistana com quatro pessoas em que todas tomem banhos com duração média de dez minutos durante um mês, o custo seria de R$ 115,72 apenas pelo uso do chuveiro elétricoEsse cálculo não é muito animador para quem quer economizar com a conta de luz diante dos sucessivos aumentos.

    + Confira dicas para economizar energia e pagar menos na conta de luz.

    Por que tão caro?

    O que acontece é que neste momento o Brasil enfrenta uma seca histórica no Sudeste e no Centro-Oeste, o que impacta as usinas hidrelétricas e afeta a geração de energia. Tudo isso é refletido no preço da energia elétrica, que chega até o usuário pela bandeira tarifária aplicada na conta de luz: verde, amarela, vermelha e vermelha 2, nesta ordem. Com menos energia disponível, maior seu preço.

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    Desde 4 de julho está valendo a nova tarifa da Enel, aprovada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), com reajuste de 11,38% para clientes residenciais. Também em julho entrou em vigor o novo valor da bandeira vermelha patamar 2: de R$ 6,243 por 100 kWh consumidos, subiu para R$ 9,49 por 100 kWh, um aumento de 52%.

    Com a seca, os sucessivos aumentos que ocorrem desde dezembro de 2020 pela mudança de bandeiras tarifárias culminaram em uma inflação pesada na conta de luz. A energia elétrica residencial acumula alta de 14,2% em 12 meses no IPCA de junho (inflação oficial calculada pelo IBGE). Em São Paulo, a inflação acumulada da eletricidade é ainda maior: 17,33%.

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