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Condephaat barra cercamento com vidro de marquise na Praça do Patriarca

Órgão pediu revisão de projeto para instalar vidro na obra projetada por Paulo Mendes da Rocha; outras intervenções foram aprovadas

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
13 nov 2025, 14h56 • Atualizado em 13 nov 2025, 15h00
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Fachada da marquise (Flavio Florido/Veja SP)
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  • O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) aprovou no começo deste mês o projeto de restauração da prefeitura de São Paulo que envolve intervenções no Viaduto do Chá, entorno do Theatro Municipal e na Praça do Patriarca.
    A aprovação, realizada no dia 3, foi feita com ressalvadas que devem ser consideradas de forma obrigatória. 

     

    O projeto foi alvo de polêmicas envolvendo as alterações na marquise da Praça do Patriarca, estrutura criada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, responsável por construções emblemáticas da cidade. O plano inicial previa a instalação de spider glass, um cercamento de vidro ao redor da abertura côncava da construção, que foi criticada por especialistas e pela família do idealizador.
    Na época, Pedro Mendes da Rocha, filho do arquiteto, se manifestou apontando descaracterização do patrimônio histórico e desvio do propósito da obra, que oferece conforto térmico para pessoas transitando pelo Anhangabaú e dá acesso para a Galeria Prestes Maia.
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    Agora, o Condephaat barrou a colocação do spider glass e sugeriu a adoção de um fechamento horizontal retrátil no gradil já existente, para evitar bloqueios visuais e ao mesmo tempo garantir a possibilidade de fechamento. No parecer, o órgão indica que o envidraçamento “interfere visualmente na fruição da Igreja Santo Antônio, do próprio Viaduto e dos bens tombados em seu entorno”. 
    Na praça, também estão previstas adição de postes de iluminação e um totem semafórico na frente do monumento, recomposição do piso de pedras com os desenhos dos mosaicos originais, a colocação das esferas de metal para ordenar o fluxo de veículos de serviços e de pedestres, além da lavagem e recuperação de pontos de ferrugem da estrutura.
    Outras ressalvas foram feitas em relação a base da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que será instalada na região do Viaduto do Chá, que foi solicitada uma cobertura e cor mais discreta. A obras, com orçamento de 58 milhões de reais, podem ser iniciadas, mas o projeto da marquise deve ser revisado e aprovado pelo Condephaat antes do início.
    Em nota, a prefeitura informou que as solicitações do órgão serão atendidas para que ocorra a licitação ainda neste ano. A gestão ainda afirmou que o projeto visa recuperar pontos históricos e melhorar a entrada da Galeria Prestes Maia.
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