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Fala de Baby não é crime, mas colabora para impunidade de violência sexual, diz advogado

Cantora incentivou o perdão a abusadores sexuais em culto religioso na segunda-feira (10)

Por Laura Pereira Lima
12 mar 2025, 15h25 • Atualizado em 12 mar 2025, 15h35
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Baby do Brasil em culto religioso na segunda-feira (10) (X/Reprodução)
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  • Baby do Brasil fez um discurso em que defendeu o perdão a abusadores em um culto na segunda-feira (10) em São Paulo. A celebração aconteceu na D-Edge, boate que já foi da cena underground paulistana e agora também recebe cultos.

    “Perdoa tudo que você tiver de ruim no seu coração (…) Se teve abuso sexual, perdoa. Se foi na família, perdoa”, afirmou.

    Vídeos com a fala da cantora circulam nas redes sociais desde a noite de segunda e causaram revolva. Adjetivos como bizarro e assustador estão entre os usados por usuários das redes para classificarem o discurso de Baby.

    A manifestação é vista como problemática, mas não configura crime, segundo o advogado Ariel de Castro, especialista em direitos humanos e segurança pública e ex-secretário nacional dos direitos da criança e do adolescente. “A fala dela não especificou nenhum caso, ela está amparada no direito de opinião, liberdade de expressão e religiosa”, afirmou.

    Apesar de não caber processo, a declaração da cantora colabora para a impunidade do crime de abuso sexual. “Esse discurso pode incitar e estimular esse crime, além de gerar revitimização e desproteção às vítimas”, disse de Castro. “Ele desestimula as vítimas de violência sexual em ambientes domésticos a denunciarem seus algozes”.

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    O discurso de Baby ocorreu durante um culto religioso intitulado “Frequência com Deus”, no espaço de música eletrônica na Barra Funda, cujo dono é Renato Ratier. “O papel da religião não pode ser de favorecer a ocorrência de crimes e a impunidade, e sim de prevenir e combater”, defende o advogado.

    A Vejinha entrou em contato com Baby do Brasil e Renato Ratier, mas não obteve resposta.

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    A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) também se manifestou pelo X, antigo Twitter, contra a fala da cantora.

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