Grupo planejava ataque com bombas e coquetéis molotov na Avenida Paulista
Doze suspeitos foram presos em operação preventiva da Polícia Civil; grupo virtual reunia quase 600 integrantes e planejava ato nesta segunda-feira (2)
O plano de um possível ataque a bombas e coquetéis molotov na Avenida Paulista nesta segunda-feira (2) foi deflagrado pela Polícia Civil, com a prisão de doze suspeitos.
Segundo nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), a ação preventiva foi resultado do monitoramento realizado palo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Polícia Civil, nas redes sociais.
Segundo o comunicado, integrantes de um grupo virtual, entre 15 e 30 anos, planejavam o ataque como forma de “manifestação” sem pauta definida, com o objetivo de causar pânico e incitar a violência.
Em entrevista coletiva, o secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, forneceu mais detalhes sobre o caso. “A manifestação era uma forma de tumulto, sem pauta nenhuma e conseguimos, com o trabalho de inteligência, impedir este crime”, disse.
Com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), os investigadores identificaram os envolvidos na capital, Grande São Paulo e no interior do estado. Um deles foi encontrado com simulacros de armas de fogo. Os doze indivíduos repassavam informações e instruções a outros membros do grupo, e seis tinham poder de comando no grupo.
As investigações ainda apontaram que o grupo integra uma rede de alcance nacional, com mais de 7 000 participantes, para discussão de ações violentas pelo país, com concentração significativa de mobilização em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Na capital paulista, a comunidade virtual reunia quase 600 integrantes e era usada como principal espaço de organização do ataque planejado para a Avenida Paulista nesta segunda-feira (2). Os integrantes compartilharam vídeos e instruções detalhadas sobre a fabricação e o lançamento de artefatos explosivos improvisados.





