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Ambulante senegalês é morto por policial militar no bairro do Brás

Rapaz quis apoiar colega de quem PMs tentavam recolher mercadorias

Por Agência Brasil
12 abr 2025, 13h16 •
Homens com arma em volta de outro homem
Vídeo mostra momento em que ambulante senegalês é baleado por policial militar no Brás  (Reprodução/Divulgação)
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  • Um ambulante senegalês foi morto na tarde desta sexta (11) em uma ação da Polícia Militar de São Paulo (PMSP) contra o comércio clandestino no bairro do Brás. O imigrante foi ajudar um colega que estava trabalhando quando policiais tentaram recolher sua mercadoria.

    Cercado por policiais militares, ele acabou sendo alvejado no abdome e morreu no hospital. O imigrante estava na Rua Rangel Pestana, quando policiais tentaram recolher sua mercadoria. O rapaz tentou impedir a ação, reagindo aos PMs com uma barra de ferro.

    Ele acabou atingido por um policial, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Os comerciantes do tradicional bairro de comércio de São Paulo protestaram contra a ação da polícia, que teria recorrido ao uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

    A PM acompanhava uma operação da Prefeitura para dispersar o comércio de ambulantes no local. Em uma rede social, um rapaz, também senegalês, que disse ser primo da vítima, afirmou que o parente estava almoçando quando viu a PM tentando recolher a mercadoria de outro vendedor. Quando foi ajudar o colega, usou a barra de ferro contra os PMs e foi atingido pelo tiro vindo do grupo de policiais.

    A Secretaria Estadual de Segurança informou, em nota, que a Polícia Militar instaurou inquérito policial militar (IPM) e afastou das atividades operacionais o agente envolvido na morte de um homem de 34 anos nesta sexta-feira na Avenida Rangel Pestana.

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    “O homem, que agrediu um policial militar com uma barra de ferro, foi socorrido à Santa Casa de Misericórdia, mas não resistiu ao ferimento. A barra utilizada na agressão foi apreendida, assim como a arma do agente. A ocorrência foi registrada no 8º Distrito Policial como morte decorrente de intervenção policial e tentativa de homicídio. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)”, diz o texto.

    Sobre o caso, a Prefeitura de São Paulo informa que a operação foi uma atividade delegada, custeada pela administração municipal com o objetivo de manter mais policiais nas ruas da cidade. Os policiais militares que participam da operação delegada não se reportam à Prefeitura, e sim ao Comando da Polícia Militar, ligado à Secretaria de Segurança Pública.

    A operação delegada é um convênio entre a Prefeitura e o governo estadual para que agentes voluntários da Polícia Militar reforcem o policiamento na cidade durante suas folgas, com foco nas atividades do comércio ambulante clandestino no município.

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