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Alunos da rede estadual ocupam escola em Pinheiros

Estudantes são contrários à reorganização escolar anunciada pelo Governo do Estado

Por Sérgio Quintella
10 nov 2015, 20h33 • Atualizado em 5 dez 2016, 11h53
Escola ocupada Pinheiros
Escola ocupada Pinheiros (Veja São Paulo/)
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  • Um grupo de cerca de 100 alunos ocupou no início da tarde desta terça (10) a Escola Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, na Zona Oeste. Os estudantes protestam contra a nova política implementada pela Secretaria de Estado da Educação que prevê unidades com os mesmos ciclos (ensino fundamental 1 e 2 e ensino médio), o que vai fazer com que mais de 300 000 pessoas tenham que trocar de escola no ano que vem.

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    Aluna do sétimo ano do ensino fundamental, Maria Eduarda, de 13 anos, passou mais de seis horas trancada no colégio. Recebeu o apoio da mãe, Michela (ela não quis revelar o sobrenome), que saiu do trabalho mais cedo para tirar a filha de lá. “Eles (alunos) estão fazendo o que muita gente mais velha não tem coragem. Eu apoio o movimento, mas como a Eduarda só tem 13 anos, resolvi buscá-la”. Pouco antes de sair, a menina ensaiava um discurso mais agressivo: “A gente não tem nada a temer”.

    O coronel da PM Roberto Teixeira, que comandou as negociações desde o início, critica a postura dos jovens que ocuparam a escola Fernão Dias. “Espero que eles compreendam o papel de cidadão deles e efetivamente deixem o local para sua finalidade”, disse o oficial, que evitou falar em possível retomada da posse do colégio.

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    Por volta das 17h30, houve um princípio de tumulto quando os alunos que estavam no lado de dentro gritaram que a água do local havia sido cortada. Veja vídeo abaixo:

    Mais cedo, duas alunas que deixaram o espaço foram levadas para um ônibus da polícia estacionado no local, o que também gerou confusão. Elas foram liberadas logo depois. Assista:

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    Até o começo da noite, ainda havia ocupantes no local em Pinheiros.

    Mais manifestações

    Ainda nesta terça-feira (10), um protesto contra o mesmo tema ocorreu na porta do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, na Zona Sul. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e movimentos populares, sob cantos contra o governador Geraldo Alckmin, fecharam parcialmente a Avenida Morumbi. Além disso, um grande boneco inflável do secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald, foi levantado em uma das entradas. Enquanto a Apeoesp falava em 5 000 manifestantes, a Polícia Militar contabilizou 500 pessoas. O protesto terminou de forma pacífica.

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