3ª edição do Prêmio Memória e Resistência acontece no antigo prédio do DOI-Codi
Neste ano, a ONG Núcleo de Preservação da Memória Política homenageia o advogado Luiz Eduardo Greenhalg e a ex-presa política Ilda Martins da Silva
A ONG Núcleo de Preservação da Memória Política anuncia os homenageados da 3ª edição do Prêmio Memória e Resistência. A cerimônia de entrega das homenagens acontece no dia 13 de dezembro às 14h, no antigo prédio do DOI-Codi/SP, um dos principais centros de tortura de São Paulo.
O prêmio busca exaltar a luta de pessoas que se dedicaram a causa da Memória, Verdade, Justiça e Reparação frente aos crimes da ditadura militar brasileira.
Os dois homenageados são o advogado Luiz Eduardo Greenhalg e Ilda Martins da Silva, ex-presa e exilada política. Ambos atuaram ativa e diretamente contra o governo ditatorial.
Trajetória dos homenageados
Luiz Eduardo Greenhalg atuou na defesa de mais de 40 presos políticos e de jornais de resistência ao regime militar, além de contribuir para projetos como a elaboração do livro Brasil: Nunca Mais.
Outro destaque de sua trajetória é a participação na criação do Comitê Brasileiro pela Anistia que possibilitou a volta de incontáveis exilados políticos ao Brasil.
Ilda Martins da Silva, militante do movimento sindical, foi presa junto com três dos seus quatro filhos, que foram ameaçados a ser colocados para a adoção. Ela também é viúva de Virgílio Gomes da Silva, militante que comandou a greve que garantiu o 13º salário aos trabalhadores e é considerado o primeiro desaparecido político da ditadura militar.
Depois de solta, Ilda parte para o exílio em Cuba junto dos filhos, uma vez que não conseguia emprego no Brasil e seguia sendo vigiada. Ela volta para o país apenas no início dos anos 1990 em busca dos restos mortais do marido, que não foram identificados até hoje.
Cerimônias do dia
De forma simbólica, o dia da cerimônia contará com a entrada do advogado Luiz ao prédio onde iniciou sua atuação militante, com a prisão de um amigo pelo DOI-Codi/SP.
E a família de Ilda entrará no local onde Virgílio foi assassinado em setembro de 1969, entrando para a história como o primeiro desaparecido político.
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