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Capivaras em perigo: o impacto do lixo nos roedores em SP

Conheça o Projeto CAPA que atua há cinco anos na região do Rio Pinheiros

Por Livia Uchoa
22 nov 2025, 08h00 • Atualizado em 25 nov 2025, 18h57
Capivara com uma sacola de plástico presa nela
Por ficarem muito na água, elas são afetadas diariamente pelo lixo no Rio (Projeto CAPA/Divulgação)
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  • Diariamente capivaras que vivem na extensão dos 25km do Rio Pinheiros em São Paulo são afetadas pelo acúmulo de lixo. Para salvar esses animais, o Centro de Apoio e Proteção Animal (Capa) atua ao longo do curso do rio, monitorando os animais em sua margem.

    Segundo a ativista e presidente do Capa, Mariana Aidar, elas são a espécie mais prejudicada porque passam praticamente 60% do dia dentro da água, onde tem mais resíduos.  

    As capivaras são animais semi-aquáticos que vivem em regiões de matas ciliares, manguezais e savanas inundáveis na América Central e na América do Sul. Elas vivem em grupos familiares de 2 a 6 animais ou em bandos de até 20.

    Fora desses grupos existem os “machos satélites”, que são capivaras jovens que foram expulsos do grupo familiar pelo macho dominante ao atingirem a maturidade sexual.

    Capivara
    (Lívia Uchoa/Veja SP)

    “As pessoas precisam entender que qualquer local do município de São Paulo que elas descartarem lixo, a maioria vai parar no Rio Pinheiros e Tietê. Esse resíduo prejudica vários animais, não só as capivaras”, explica Mariana. 

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    Lixo no Rio Pinheiros
    Acúmulo de lixo na superfície do Rio Pinheiros (Lívia Uchoa/Veja SP)

    Criado pela Farah Service, atual gestora da Ciclovia do Rio Pinheiros e do Parque Bruno Covas, em parceria com Mariana, o Capa atua há cinco anos na região. “A gente criou a princípio para olhar as capivaras, porque elas viviam com objetos e lixo preso no corpo e ninguém fazia nada”, conta Mariana. Hoje, o projeto monitora mais de 70 espécies na região.

    Capivara com lixo
    O projeto segue aprimorando as técnicas de resgate (Projeto CAPA/Divulgação)

    A ativista, que atua há 25 anos na causa animal, explica que o material que eles mais encontram presos nas capivaras são as fitas de polietileno, usadas para embalagens, vedação e construções civis.

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    “Elas não arrebentam por nada nesse mundo. Se as pessoas tiram o material de dentro, não cortam e essa fita vai inteira para o rio. Quando as capivaras estão nadando isso entra no corpo delas pelas patinhas e cabeça. Conforme o animal vai crescendo, a fita vai rasgando ele, às vezes 15 a 20 cm para dentro, é muito agressivo.”

    Fita para embalagens à base de polietileno
    Fita para embalagens à base de polietileno (Projeto CAPA/Divulgação)

    “Quando o animal precisa de mais cuidado, ficamos ali por horas até ele se recuperar”, conta. Em casos mais graves, o projeto tem uma parceria com a Prefeitura de São Paulo, que disponibiliza o Centro de Manejo e Conservação de Animais (CeMaCAS) para tratamento e internação dos bichos. 

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    Cuidado! Animal na via

    Mariana alerta que não é apenas o lixo que coloca a vida dos mamíferos em risco. As capivaras também sofrem com atropelamento na Marginal Pinheiros e na ciclovia.

    “A gente vem trabalhando arduamente para cercar todas as saídas que o Rio tem para a Marginal”. O Capa conseguiu fechar 95% do trajeto: “Falta agora menos de 1km”. 

    Placa do CAPA na região do Rio Pinheiros
    Placa do CAPA na região do Rio Pinheiros (Lívia Uchoa/Veja SP)

    Mariana conta que entre a região do Jaguaré e o Complexo Viário Heróis de 1932, conhecido como Cebolão, tinha um trecho de 2 km com saída aberta do rio para a via. Em um ano, mais de 25 capivaras morreram atropeladas no trecho. “Depois que fechamos, com ajuda de uma doação, 99% do problema foi resolvido.”

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    Além do projeto na via, o Capa atua na prevenção da febre maculosa — doença infecciosa grave transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia. Amostras de sangue e carrapatos das Capivaras são coletados semanalmente na região do rio para análise. Segundo a presidente do projeto, nenhuma capivara testou positivo para a bactéria.

    Contato

    O Capa pode ser acionado via WhatsApp e Instagram, na região do Rio Pinheiros e Parque Bruno Covas. “A gente sempre tem alguém da equipe pronto para ajudar os animais”, finaliza Mariana.

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