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Moderna para Sempre

Resenha por Laura Ming

Eles eram amadores, mas transformaram a fotografia no Brasil, em uma época em que se acreditava que sua função era apenas documentar fatos. Em 1939, um grupo de engenheiros, empresários, advogados e outros aficionados das câmeras se reuniu para experimentar e descobrir diferentes ângulos para clicar. Fundaram, então, o Foto Cine Clube Bandeirante na cidade. Dali surgiu o movimento modernista no país. “Eles achavam que a técnica não deveria se sobrepor à arte”, diz Iatã Cannabrava, o curador da coleção de imagens modernistas do Itaú Cultural, a maior do país. Para essa exposição, Cannabrava escolheu 118 obras, algumas recém-adquiridas, de dezoito nomes do calibre de Marcel Giró, José Yalenti e German Lorca. Um bom exemplo do que essa turma estava fazendo é Telhas (1947), de Thomaz Farkas, que acabou recusada pelo júri de um salão competitivo devido ao alto grau de abstração: os semicírculos em branco e preto foram considerados uma provocação. Em tempos distantes do Photoshop, eles conseguiam enganar espectadores desatentos e confundir fotos com desenhos, como em Estudo Abstrato Nº 1, de Paulo Pires. Outra característica era trazer novos olhares sobre as paisagens, caso de Homem Guarda- Chuva, de German Lorca. Lindo de ver. De 25/1/2014 a 9/3/2014.

Na Rua Augusta: o Foto Cine Clube Bandeirante ainda está em operação e promove cursos e palestras para interessados em fotografia.

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