Música

A carreira de Paulinho Boca de Cantor

Aos 80 anos, o cantor e compositor é o grande homenageado realizando um showfesta de aniversário na Casa Natura Musical, em São Paulo

Paulinho cantava e tocava pandeiro desde menino. No início dos anos 1960, ele rompia as madrugadas como crooner de bailes em Salvador e no interior da Bahia com o conjunto Carlito e Sua Orquestra. Foi dessa época que surgiu seu apelido eterno: "Boca de Cantor"

A voz mágica de Santa Inês

Em 1968, Paulinho conheceu Moraes Moreira e Luiz Galvão. Desse encontro mágico nasceu o embrião do lendário grupo Novos Baianos, que revolucionou a MPB ao misturar o rock psicodélico à brasilidade do samba e do chorinho

Os Novos Baianos entram em cena

O grupo marcou época ao viver em comunidade no sítio Cantinho do Vovô, no Rio de Janeiro. Em meio à repressão da ditadura, eles criaram uma nova família e traduziram a liberdade do bando em hinos inesquecíveis como Mistério do Planeta e Preta Pretinha

"Nem Tudo é Paz e Amor"

Paulinho foi pioneiro na folia baiana. Em 1976, com os Novos Baianos, ele colocou a voz amplificada e o canto no trio elétrico pela primeira vez. Esse movimento mudou para sempre o Carnaval de Salvador

Voz amplificada na avenida

Paulinho completou 80 anos em 28 de junho de 2026 com vigor de garoto e a voz nos mesmos tons de sempre

"A idade chegou, mas não me encontrou"

O tempo corre ligeiro, mas a mente criativa não para. Paulinho está gravando um novo álbum autoral de inéditas, sucessor de Além da Boca (2021), que trará parcerias quentíssimas com os conterrâneos Durval Lelys e Luiz Caldas

Música inédita no horizonte

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